Não era como todas. Era estranha. Ora calada, ora falante. Ora séria, ora idiota. Ora fofa, ora fria. Com um jeito todo contraditório que ninguém entendia, mas que ela sabia que era tudo apenas questão de humor, cujo mudava rápido demais. Aquela que se importa com coisas bobas, mas que deixa de se importar com as prioridades da vida. Acostumada com pessoas passageiras e que vive buscando o segredo de não se apegar. Forte e sensível, educada e grossa. Ela é daquelas que sofre em silêncio e que deixa de dizer muitas coisas por puro medo. Maliciosa e inocente, ao qual um faz dela uma idiota, e outro faz dela aquela que não sabe direito o que é certo e o que é errado, respectivamente. Ela se vicia facilmente naquilo que a faz bem. Uma garota teimosa, que dificilmente muda de opinião, o que a torna ignorante às vezes. Não sabe lidar com o amor, e acha difícil acreditar que alguém a ama de verdade. Frequentemente julgada, que finge não se importar com o que as pessoas pensam, e até tenta, mas não consegue resultado eficiente. Com a auto-estima tão alta, mas às vezes tão baixa. Necessita de palavras para fazê-la sentir-se bem, mas que algumas vezes apenas sua opinião basta. É contraditória não só a si mesmo, como é do contra em relação aos outros também. Diz o que pensa e leva assuntos relacionados a falsidade muito a sério. Não aceita engolir sapos, sabe ? Mas que está aprendendo, ou “desaprendendo” a fazer isso. É intuitiva. Intuitiva que eu digo, é daquelas que sente quando tem alguém com más intenções pro lado dela, mas que mesmo assim contraria isso e acaba se ferrando. Ela é aquela garota feliz e triste, calma e dramática. Aquela garota diferente e comum… Mas ela... apenas ela.